Digitalização e canais: o futuro da logística no e-commerce brasileiro

Tudo que aconteceu em 2020 fez com que as vendas no e-commerce crescessem exponencialmente. O e-commerce cresceu e isso é indiscutível. A consequência de tudo isso é o movimento de digitalização muito forte. Onde os varejistas têm montado suas operações de e-commerce.

As empresas de médio e grande porte iniciaram o movimento um pouco depois das PMEs, que criaram suas lojas virtuais ou fizeram conta em marketplaces e começaram a vender online. Basicamente isso.

O futuro, a parte 2 dessa digitalização, e a omnicanalidade é a integração de fato entre o mundo físico e o digital.

O que temos visto são grandes redes varejistas fazendo seu movimento de e-commerce e entregando, convertendo cada vez mais a logística como diferencial na experiência, na jornada de compra do consumidor.

A mudança é a proximidade dos canais. A marca que tem lojas físicas e a loja online, até pouco tempo, ela possuía um CD para abastecer as lojas físicas e um CD para abastecer o e-commerce pois o negócio dela não estava adaptado para atender a ambos ao mesmo tempo.

Por exemplo, o CD B2B dela está acostumado a dar vazão em carretas lotadas de mercadorias, não em uma caixinha, com produto para ser enviado para o Eduardo em Baixo Guandu, ES.

A mudança em tudo isso é a adaptação do case de sucesso do setor de fármaco aplicado em outras categorias de comércio. Como por exemplo, o cliente poder comprar produtos no site e a entrega partir da loja, o chamado ship from store, é coisa que estamos acostumados a ver em produtos de farmácia, cosméticos, produtos menores entregue por motoboys.

Só que agora estamos vendo isso sendo aplicado em lojas de móveis, por exemplo, a pessoa entra dentro da loja, ou shopping, compra uma geladeira. Ela vai levar a geladeira embora por conta própria? Não, existe uma logística física para fazer a perna dessa entrega a entrega feita pela loja física, por mais que eles não usem o termo last mile, eles já o fazem.

O movimento do digital neste momento

O digital está olhando para essas estruturas e vendo a possibilidade de vender no site e a mesma operação, aquele mesmo carreteiro, montador, fretista, aquele VUC que faz a entrega do físico pode executar a entrega das compras online.

O que a Frete Rápido enxerga como futuro é exatamente a loja entregar essa experiência para o cliente ao passo que tem a visibilidade da sua operação do digital e do físico, onde o consumidor consegue ir na loja e comprar uma geladeira e receber em casa, independente se o produto irá partir daquela loja específica, de outra ou de um CD mais próximo.

E tudo isso, com o cliente recebendo no celular, por whatsapp, SMS ou e-mail, o link do rastreio em tempo real do transporte do produto adquirido.

Então, cada vez mais as coisas vão se embaralhando, as operações se misturando e se completando. E bem no meio de toda essa mistura, de todos esses múltiplos canais, estão os modais.

Os modais são o futuro das entregas, drones, lockers, entregas colaborativas, como por exemplo, entregas de moto, carro, bike.

As entregas de bike, nós vimos uma explosão dessa modalidade há um tempo, entretanto ainda há muito o que se explorar desse recurso, na verdade, por qual motivo esses modais de last mile ainda não explodiram? Por causa que as empresas que possuem as redes de lojas, ainda não conseguiram conectar realmente os modais, com seus canais de vendas, estoques e centros de distribuição.

E por qual motivo cada canal tem sua própria estrutura? Pelo fato do software não ter integração nenhuma com o digital, são softwares passados, de décadas atrás. São softwares impossíveis de você sincronizar o estoque dos canais, ou integrar as cotações de frete, pois o TMS é tão antigo que se integrar com algum marketplace vai dar time out.

E como a Frete Rápido vê o futuro da logística? 

O que vemos como um futuro breve é a digitalização em massa das empresas e a real integração dos canais, a conexão dos sistemas que consequentemente possibilitará a explosão dos modais de entrega, principalmente as entregas colaborativas no last mile.

O resultado de tudo isso é uma jornada de compra integrada, onde o consumidor terá a nítida sensação de que é a mesma marca no físico e no digital e aos poucos.

Diante de todos esses movimentos, a Frete Rápido enquanto sistema de gestão de fretes já possui a tecnologia necessária para entregar o cálculo de frete multiorigem que as operações de ship from store precisam e o rastreio em tempo real, no last mile, para que o consumidor tenha em mãos a localização exata de seu produto e consiga se programar para receber a entrega.

Também lançamos uma solução para marketplaces com a Arquitetura Umbrella, também ligada a digitalização e a expansão das grandes marcas, que têm utilizado suas vitrines como canais de vendas para outros sellers. Através dessa arquitetura o marketplace consegue uma gestão unificada de seus sellers, SAC, monetizar produtos e serviços, como a revenda de fretes, à medida que os sellers têm acesso a tecnologia para automatizar todo o processo logístico da venda.

Acreditamos que a integração de canais já é parte do momento que vivemos, mas acontecerá com mais eficácia a partir do movimento de digitalização que estamos presenciando.

Veja nossa palestra sobre o assunto, no evento “The Future of E-commerce – Logística 2021”.

Líder de marketing e autor no blog da Frete Rápido, especialista em e-commerce e pós-graduado em marketing estratégico digital. A Frete Rápido é o primeiro HUB de transporte digital da América Latina, conecta embarcadores, empresas B2B, B2C e D2C, como indústria e-commerce e varejo, a transportadoras para que façam negócio entre si. Além disso, automatiza os processos da Pré-venda, Pós-venda, Gestão e Tracking.

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